Instituto Brasileiro de Museus

Museus Ibram Goiás

O pecúlio como forma de conquista: A história escravagista não contada.

Esta exposição tem o objetivo de refletir este tema por outros pontos, pois, existiram instrumentos de busca pela liberdade e resistência – na antiga Vila Boa de Goyaz, em 1871 o pecúlio foi uma dessas formas.

publicado: 11/02/2020 16h29, última modificação: 11/02/2020 17h39

O estudo histórico da escravidão no Brasil foi (e ainda o é) exposto, em sua maioria, por um só ponto de vista; livros didáticos, romances e novelas relatam a história colonial através de grilhões e senzalas, mostrando somente um lado da história.

Esta exposição tem o objetivo de refletir este tema por outros pontos, pois, existiram instrumentos de busca pela liberdade e resistência – na antiga Vila Boa de Goyaz, em 1871 o pecúlio foi uma dessas formas. Estes documentos eram recibos de poupança feita pelos escravizados para comprarem suas liberdades ou ajudar outros cativos e comprá-la. Destaca-se que a liberdade neste caso era conquistada, uma vez que após o ajuntamento dos valores acordados os cativos e cativas estariam libertos através dos seus esforços.Vale lembrar que antes da permissão do pecúlio, os escravizados já depositavam suas economias na Caixa (hoje Caixa Econômica Federal) em 1861.

Para compor esta narrativa utilizamos documentos retirados do arquivo histórico do Museu das Bandeiras em Goiás (ArqMuban), jornais da época, livros, dissertações, teses acadêmicas e pesquisas na web.

Utilizamos o aplicativo QR Code (folder) para disponibilizarmos os links de acesso das pesquisas via web para que o visitante tenha a possibilidade de desenvolver suas próprias narrativas sobre este tema tão denso que ainda precisa ser repensado e analisado por pesquisadores e a sociedade em geral.

Também mostraremos personalidades da história que lutaram e/ou ainda lutam pela dignidade humana, respeito às diferenças, combate à desigualdade racial e projetos como o Calendário produzido pelo Curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência (COC) da Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro) para o ano de 2020. Este material retrata cientistas negras conquistadoras das suas liberdades – para entender esta dinâmica é necessário repensar a historiografia e refletir sobre as desigualdades raciais e sociais que pleiteiam nossa sociedade até a atualidade imposta pelas narrativas dominantes que sobrepõem os dominados.

Serviço:
20 de janeiro a 06 de Abril
Terça a Sábado das 9:00 às 19:00

Curadoria: Vando Rodrigues, Luiz Otávio da Silva Pereira e Etheila Oliveira

Arte: Ruth Vaz